Meu primeiro amor tinha os olhos verdes

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a mais bela e distante montanha no horizonte, onde o sol se põe para repousar e voltar a brilhar no dia seguinte com toda a sua glória. E era isso que sentia quando sabia que iria te encontrar, uma sensação tão doce e calma que me fazia viver intensamente cada segundo e admirar cada gesto e palavra que soltasse.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a copa das árvores. Alta, desenhando o céu azul com suas formas únicas que se deixam levar pelo vento, dando cor e vida à sua volta, protegendo da chuva, parte importante da natureza e tão bela e forte quanto a vontade que ainda carrego em mim de te encontrar e falar sobre tudo que um dia imaginei que poderia ser.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como o gramado do jardim, que abriga vidas minúsculas em um pequeno cosmo que se assemelha a uma floresta em miniatura. Vidas que vão e vêm num fluxo interminável e veloz, tal como a certeza que tive que você, com aqueles olhos, era o meu primeiro amor.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a esmeralda e, assim como ela, era de uma preciosidade que talvez jamais consiga traduzir em poucas palavras ou até mesmo seja impossível transformá-la em palavras. Assim como a esmeralda, teu olhar brilhava e encantava, fazendo com que meus pensamentos divagassem e por vezes eu até deixava de pensar no que precisava para dirigir meu pensamento à sua simplicidade e à sua beleza espontânea.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a esperança, aquela que ainda trago em mim de um dia poder encontrar olhos tão lindos quanto os seus. Talvez estes novos olhos não sejam verdes ou talvez sejam, mas tenho a certeza de que serão cheios de uma preciosidade única, um brilho que só brilha aos olhos de quem está verdadeiramente apaixonado.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes e este amor ainda existe, mas vive longe, em outras paisagens, encantando outros olhos que com certeza se perdem no mesmo verde que um dia eu amei.

Trilha sonora de “O Diário de Arthur Ferraù”

Durante a criação do livro “O Diário de Arthur Ferraù”, ouvi diversas músicas, algumas delas de forma recorrente. Essa inspiração na música foi fundamental para ditar o ritmo da narrativa e também ajudou muito na forma como os personagens foram retratados.

Ao todo foram 20 faixas que mais inspiraram neste processo e reuni a maioria delas em uma playlist do Spotify.

Você pode ouvir alguns trechos no player abaixo e ouvir as músicas completas clicando aqui. Para saber mais sobre a publicação, clique aqui.